A marca é um modo simbólico de identificar produtos e serviços de determinada entidade. Funciona como um verdadeiro sinal de presença, um modo de identificação imediata, uma pegada.

É comum imaginarmos a marca apenas como um projeto gráfico em forma de signo, ícone, desenhado com design composto por logotipos ou símbolos únicos ou combinados entre si. Porém, o âmago da marca está no seu objetivo: de prosperidade para a empresa, de transmitir a competência e o serviço que aquela entidade realiza, independentemente da representação da marca. Mesmo sendo mostrada apenas através de um nome - a famosa marca verbal.

O poder da imagem exposta pela marca ultrapassa níveis apenas visuais estéticos. Ela passeia pelo físico, o agradável ao olhar, até patamares inconscientes de despertar certo desejo no público com intuito de levar o consumidor a de fato, adquirir o que aquela marca oferece.

As marcas mais famosas não vendem produtos ou serviços. As marcas famosas vendem sonhos e criam relação automática entre produto oferecido e a marca. É como pensar em carro de luxo e imaginar uma Ferrari. Mesmo que ter uma Ferrari seja algo para poucos, esta marca não sobrevive apenas da venda de seus veículos. A marca se consolidou de tal forma que ela consegue faturar apenas com a impressão de seu cavalo negro em uma miniatura, camiseta ou boné.

Mas o caminho que se deve trilhar para que uma marca se torne famosa é longo e exige muito mais que sorte. É preciso estudo e muito trabalho. Neste site você encontrará o segredo das marcas famosas, informações importantes que te ajudarão a inserir sua marca no hall da fama e acertar em cheio na identidade do seu negócio . Há quem diga que o surgimento das marcas se deu após a ebulição da Revolução Industrial, tempo em que a rapidez e a inovação tecnológica eram palavras chave. Talvez o capitalismo que acabara de nascer tenha despertado um sentimento da divulgação dos produtos que agora assumiam um cunho industrial.

História das Marcas

Mas a existência das marcas é um fenômeno muito mais antigo, que começou ainda na pré-história. Caçadores desta época, afim de indicar propriedade, gravavam suas diversas armas. Ceramistas romanos e gregos friccionavam o dedo polegar na argila ainda úmida de seus potes para identificar sua origem.

Famílias e grupos corporativos usavam os tradicionais brasões heráldicos para se diferenciarem. Fumo e remédios eram marcados na América, até chegamos hoje às marcas atuais, muitas delas famosas, que além de representarem bem seus produtos, se renovaram graficamente ao longo dos anos e muitas se consagraram, e são reconhecidas por várias gerações.

Junto ao sucesso de uma marca está o marketing, organização de processos que visam encontrar e manter clientes através de técnicas de estudo de mercado, planejamento, desenvolvimento de produtos e serviços que atendam às necessidades da clientela, precificação justa e outros ítens que garantem a fixação da organização no mercado.

Logo, aliar a sua marca às ferramentas que o marketing dispõe é o primeiro passo para assegurar tempos mais p?osperos e solidificação de sua entidade.

E a diferença entre Logotipo e Logomarca?

Uma coisa é certa. Elas não são a mesma coisa. Na verdade os logotipos são compostos apenas por letras. As logomarcas além de conterem algum tipo de texto, também agregam símbolo. Para Newton César, autor do livro “Direção de Arte em Propaganda” a diferença entre um termo e outro não se liga apenas a grafismos ou identificação empresarial.

Alguns falam em logomarca. Outros falam em logotipo. Qual a diferença?

Basicamente, logomarca é quando se cria uma marca, um símbolo. Não importa se para empresa ou indivíduo. Se você puxar pela memória, vai lembrar que o cantor Prince numa determinada época deixou de se chamar Prince. Virou um símbolo, uma logomarca.

Logotipo, embora tenha a mesma função de identificação que a logomarca, é a representação da logomarca apenas em tipologia. É um símbolo, no fim das contas, mas só com letras. Coca-Cola é um logotipo. Shell, o da concha, é uma logomarca. Fácil entender.

Trecho do livro “ Direção de Arte em Propaganda” de Newton César

Construindo sua Marca

Antigamente a marca era apenas um diferencial, algo que permitia distinguir uma empresa da de seu concorrente. As marcas muitas vezes eram (ainda são, em muitos casos) usadas apenas como um nome. Mas isso mudou drasticamente. A marca hoje é um grande aglomerado de ideias, sentimentos, e é responsável por gerar estímulos no consumidor. Uma marca bem resolvida é o primeiro passo para o sucesso de uma empresa.

Público Alvo - A marca que será a cara da empresa deve ser entendida por todos, mas uma boa representação visual foca nos clientes em potencial.

Identificando os Concorrentes – Saber quais empresas oferecem o mesmo tipo de produto ou serviço que você, não basta. É preciso identificar aqueles que oferecem produtos similares, soluções diferenciadas e acessórios que de uma forma ou outra podem ter algum tipo de ligação com os itens de sua empresa. Lembre-se que a redução na demanda de uma empresa pode significar o aumento em outra. Tudo está interligado.

Analisando o Mercado - Saber onde vai pisar é algo de extrema importância. Converse com seu público alvo e descubra quais são suas maiores necessidades, identificando o problema e focando no desejo de seus futuros clientes. Se você pretende implantar uma empresa de suporte técnico, por exemplo, seu cliente pode não gostar de profissionais que resolvam o problema apertando 2 ou 3 botões e imprimindo a conta. Eles talvez prefiram alguém que explique com clareza e objetividade o problema e mostre a eles o procedimento realizado.

Agregando Valores – Subindo mais um degrau na transformação de sua simples marca numa marca famosa, é preciso desvendar os valores que sua marca deve carregar. Se você descobriu com a análise de mercado que há uma grande demanda na área de agilidade no atendimento ou entrega do produto, a palavra de ordem será “velocidade” e “rapidez”. Se com a pesquisa de marketing você descobriu que seu público prefere o inverno ao verão, a palavra chave deve ser “frio” ou “neve”. Agregar o máximo de palavras chave a sua marca garante compreensão rápida da mensagem que ela precisa passar, gerando maior afinidade com o cliente.

Criando - O sucesso de sua marca não depende de efeitos tridimensionais, sombras e diversas cores. Preze pela simplicidade, assim a marca será rapidamente assimilada e facilmente lida pelo público. Abrir um software no computador e desenhar algo bonito não tornará a sua marca famosa. Estude, pesquise, faça análise de formatos e cores, contrate um profissional especializado em desenho industrial ou desenho técnico e lembre-se que identidade é identidade e não pode ser modificada com a mesma frequência que se troca de roupa.

A Cor da Marca

As cores estão presentes em todos os momentos de nossas vidas. Influentes, elas possuem linguagem própria e assim como avaliamos se determinado tom é positivo antes de empregá-lo definitivamente na fachada de casa ou no quarto do bebê, é preciso estudar bem as cores que farão parte da marca que representará a sua empresa. Deixar de lado o nosso gosto pessoal, relacionar cor e tema ao público alvo de forma inteligente facilita a leitura da mensagem que a marca transmite.

As associações inconscientes contruídas pelo nosso cérebro ao nos depararmos com uma marca que consegue aliar todos estes pontos, tem como resultado muito mais que agradável para os olhos. Uma marca bem estruturada desperta sensações e desejos nos leitores e as cores não só contribuem como são elemento fundamental para que a marca não seja apenas vista. A marca precisa ser lembrada.

Vermelho – Agressividade, sangue, perigo, ação. Esta cor tem o poder de alterar a pressão sanguínea despertando fome. Ideal para áreas ligadas ao esporte, dança, negócios de imóveis e ramo político. O designer da bebida energética “Red Bull” teve sucesso ao usar a cor nos touros vermelhos da marca.

Amarelo – Alegria, positividade, agonia, covardia e tantos outros adjetivos conflitantes marcam esta cor. Chamativo e visível, o amarelo é usado em placas nas estradas para que não se misture com as cores da paisagem. A paleta de cores usada pela franquia "Mc Donald's" é pequena e poderosa. O amarelo chama a atenção das crianças e fecha com chave de ouro casada ao vermelho do nome, que dá a sensação de fome. O sucesso foi tamanho que muitas outras empresas do ramo alimentício também passaram a usar estas duas cores para representá-las.  

Rosa – Dentre as cores, a mais feminina de todas. Ideal para indústria de beleza cosmética, moda, doces e itens infantis. O logotipo das "Bonecas Barbie" engloba dois critérios fortes. A cor, familiar para garotas e a fonte escolhida: uma letra cursiva e aparentemente escrita por uma criança.

Verde – O frescor, a vitalidade, a calma transmitida por esta cor é perfeita para o ramo da saúde, vegetais, loja de alimentos naturais e higiene e natureza. A logomarca do "Canal Animal Planet" vem escrita em 3 tons de verde, expressando as várias nuances de uma floresta, reforçando o foco da rede que transmite programas relacionados ao mundo animal.

Azul – Calma, estabilidade, segurança. Cor ideal para negócios, educação, ramo financeiro e altos investimentos que precisam mostrar credibilidade.

A "IBM" usou o azul para representar a empresa, unindo ainda cortes horizontais ao longo de todo logo. Casamento perfeito entre a confiabilidade do azul e a velocidade remetida pelos cortes.

Preto - Elegância e autoridade. Indicado para produtos relacionados a proteção, segurança e rigidez. O famoso logotipo do maior e mais elegante agente do mundo é preta. James Bond e sua inconfundível marca já mostraram que a união da cor decifra bem a personalidade de tudo que é agregado a marca, desde filmes até os produtos assinados com os famosos algarismos "007" e sua pistola.

Branco – Transmite limpeza e individualidade. Ideal para ser colocado ao fundo para destacar outras cores. Mas cuidado, em algumas culturas orientais esta cor significa fluidos ruins e morte.

Curiosidades das Marcas Famosas

O farmacêutico John Styth Pemberton teve que fazer diversos experimentos antes de chegar a fórmula final da Coca-Cola. Isso porque, o americano de Atlanta deu o primeiro passo misturando álcool, folhas de coca e vinho de Bordeaux. Mas esta primeira receita precisou de adaptações, visto que o preço do vinho começou a pesar no bolso de Pemberton. Assim ele acrescentou extrato de noz de cola, usado pelos escravos africanos contra cansaço, a um xarope de folhas de coca.

Mas a combinação coca e cola não foi das melhores pois o o gosto havia ficado amargo. Misturando aqui, colocando alí o sabor melhorou e a cor ficou mais escura, até encorporar à bebida, água carbonatada. A partir daí, John começou a vender em sua própria farmácia a sua criação, que prometia combater ânsia de vômito. Frank Robinson, contador e sócio do farmacêutico, batizou o produto de Coca-Cola e desenhou em letras onduladas a marca que mais tarde seria uma das maiores do mundo.

Asa B Candler que havia tomado o “remedinho” vendido na farmácia de Pemberton por 5 centavos, comprou os direitos da fórmula e introduziu a Coca-Cola no mercado americano distribuindo panfletos e estimulando as pessoas a adquirirem o produto. Mas foi Robert Woodruff, um gênio do marketing que consolidou a marca e a liderança nos anos 60, após o pai comprar a empresa de Candler.

  • Raymond Savignac criou o logotipo da Bic, um menino com uma esfera no lugar da cabeça carregando uma caneta. O motivo? Atrair a atenção da criançada.
  • Quem diria que o criador do famoso Guaraná Jesus, o farmacêutico Jesus Norberto Gomes era ateu?
  • O energético Red Bull vem de uma bebida de origem tailandesa, a krating daeng, que significa touro editadolho.
  • O famoso sabão em pó OMO nascido na década de 30 não leva esse nome por acaso. A sigla vem da abreviatura "Old Mother Own", aportuguesando, Velha Mãe Coruja.
  • No ramo automobilístico, a Volkswagem é preferência nacional absoluta. Eleita pela sétima vez consecutiva como a marca que os consumidores brasileiros mais lembram pela ABA/Top Brands. A pesquisa que é feita desde 2004 avaliou com base na força das marcas em veículos midiáticos como emissoras de TV aberta, periódicos impressos, revistas e rádio.

As 10 multinacionais mais respeitadas do mundo:

1º. Google (EUA): 78.62 pontos de um total de 100

2º. Sony (Japão): 78.47

3º. Walt Disney Company (EUA): 77.97

4º. BMW (Alemanha): 77.77

5º. Daimler - Mercedes-Benz (Alemanha): 76.83

6º. Apple (EUA): 76.29

7º. Nokia (Finlândia): 76.00

8º. IKEA (Suécia): 75.60

9º. Volkswagen (Alemanha): 75.55

10º. Intel (EUA): 75.39

Fonte: Reputation Institute